Legalização do consultório médico

Legalização do consultório – Guia Completo

A legalização do consultório é uma etapa indispensável para que você tenha autorização para atender seus pacientes no consultório. Com isso em mente, conversamos com Irian de Abreu, especialista em saneamento, básico para informar você sobre todos os passos necessários para atender com tranquilidade.

Já se perguntou o que é necessário para atender em consultórios particulares ou compartilhados?

Quais são os documentos e alvarás necessários para que você possa atender no seu consultório? Nesse artigo vamos te contar todos os detalhes sobre o processo de legalização para médicos.

Irian de Abreu, graduada em Biologia e especialista em saneamento básico, e desenvolveu uma consultoria em vigilância sanitária para médicos. Nela ensina o passo-a-passo da legalização do consultório escolhido, inclusive com os documentos necessários para dar entrada e aqueles que devem estar sempre com você caso haja uma fiscalização.

Para iniciarmos, é importante falar que a Prefeitura do Rio de Janeiro está otimizando todo o processo de documentação, podendo atualmente ser feito de forma online, diminuindo a burocracia e o vai e vêm de informações e documentações. Se o seu espaço não for na cidade do Rio de Janeiro, vale você verificar como está sendo o processo pela Prefeitura no município.

Consulta prévia no Portal Carioca Digital.

Antes de mais nada você precisa ter um cadastro atualizado no Portal Carioca Digital, com seu próprio e-mail e senha, que garantirá o acesso para tirar seu alvará. Caso seja pessoa física, e sinta a necessidade de solicitar a ajuda de um especialista, basta dar sua autorização para que ele possa realizar a consulta prévia para você. Inclusive, essa consulta prévia é muito necessária porque estabelece se o consultório está adequado a receber esse perfil de serviço.

Para te ajudar nesse processo de escolha do local do seu consultório montamos esse guia completo.

Se você for pessoa jurídica, o ideal é contratar um contador para te ajudar, porque existem particularidades em relação à Receita Federal que precisam ser cumpridas com exatidão.

Essa consulta prévia analisa o zoneamento do local, se as atividades do profissional são pertinentes ao ambiente e leva de três a quatro dias para ter um parecer do fiscal, habilitando você para os próximos passos que são:

  1. Cadastro das informações profissionais: dados do CRM ou da entidade específica da sua profissão, endereço residencial para envio de correspondências e contatos telefônicos;
  2. Liberação da Taxa de Alvará para ser paga: normalmente 24 horas após realizado o cadastro acima existe a liberação para o pagamento da taxa e com o pagamento confirmado, o Alvará é liberado imediatamente;
  3. Emissão de Guia de Pagamento da Vigilância Sanitária: com o pagamento confirmado, em até 05 dias úteis é dado o OK;
  4. Emissão no CNES (Cadastro Nacional de Estabelecimento de Saúde) com geração de um número do Estabelecimento e um número do Cartão Nacional de Saúde. Estes documentos precisam ser atualizados a cada 6 meses e não tem taxas, apenas os honorários do profissional que fez a emissão.

Para seu dia-a-dia no consultório, o profissional precisa ter à mão uma pasta com:

  1. Cópia da Carteira do Código de Atividade;
  2. Título de Especialista;
  3. Alvará de Estabelecimento: esse documento não tem validade;
  4. Alvará de Licenciamento Sanitário: esse documento tem validade de 1 ano;
  5. CNES: precisa ser renovado a cada 6 meses;
  6. Desinsetização e Desratização da Sala, fornecido pelo espaço e do condomínio: esse documento tem validade de 6 meses;
  7. Exame bacteriológico da água: deve ser fornecido pelo condomínio, com validade de 6 meses;
  8. Higienização da caixa d’água: deve ser fornecido pelo condomínio, com validade de 6 meses;
  9. Extintor de Incêndio recarregado: de responsabilidade do dono do consultório, com validade de 12 meses;
  10. Troca do filtro do bebedouro: de responsabilidade do dono do consultório, deve ser realizada a troca a cada 6 meses;
  11. Manutenção preventiva do ar condicionado: de responsabilidade do dono do consultório.
    Nesse caso é um pouco mais complexo, já que dentro de cada aparelho existem elementos que precisam ser revistos a cada mês, outros a cada 3 meses e outros a cada 6 meses.
  12. Contrato com empresa de coleta de resíduo, com plano de gerenciamento de resíduo, e substituição da caixa do Descarpack a cada 15 dias.
    Independente da troca recorrente, você precisa estar de posse desse contrato a todo tempo.
  13. Procedimento Operacional Padrão – POP: é um documento de educação continuada sem prazo de validade, onde está presente a maneira correta de execução de cada procedimento operacional, serve como uma espécie de guia para a equipe operacional que cuida do espaço;
  14. Exame Admissional e Exame Periódico dos Colaboradores: com validade de 12 meses.

Caso você utilize os serviços de espaços de consultórios compartilhados para realizar seus atendimentos, esses documentos deverão ser fornecidos para você:

  1. Caderneta de Vacina do profissional e dos colaboradores do espaço, constando toda a vacinação em dia, inclusive é obrigatório que constem as Vacinas do Trabalhador. E como já é possível de se imaginar, a vacina do COVID entrará nessa caderneta ao fim da campanha de vacinação;
  2. Certificado do Corpo de Bombeiros para o condomínio ou para o consultório: é importante salientar que caso sejam realizados procedimentos com equipamentos inflamáveis, o consultório também precisa ter o certificado do Corpo de Bombeiros.
  3. Validação da Autoclave é um documento do protocolo de validação que tem validade de 5 anos onde são feitos testes químicos e biológicos para comprovar o pleno funcionamento do equipamento, a validação deve ser feita no mínimo a cada 15 dias e o profissional que vai utilizar a autoclave deve fazer a validação.

Agora você sabe de todos os passos e todos os documentos necessários para a legalização do consultório.

No caso de espaços de consultórios inteligentes, como a Habitat, alguns desses passos já estão completos, como os que são relacionados à documentação da equipe, manutenção de ar condicionados, bebedouros e extintores de incêndio.

Tem dúvidas? Manda aqui nos comentários que iremos adorar responder.

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Vida de médico: o equilíbrio entre o pessoal e o profissional!

Um dos principais pontos da vida de médico é a inconstância. Em meio a consultas em consultórios e plantões emergenciais, manter uma rotina é uma tarefa complicada, uma vez que não se tem horários fixos. Portanto, conciliar os momentos profissionais e pessoais pode ser uma missão e tanto.

Fazer essa separação é fundamental e tem muitas vantagens. Afinal, dedicar mais tempo para curtir com as pessoas que você ama é importante para ter equilíbrio emocional. Dessa forma, isso também reflete na vida profissional, sobretudo quando se lida com indivíduos que podem correr risco de morte.

Para evitar os temidos erros médicos, ter uma vida equilibrada traz muitos benefícios. Por isso, confira dicas sobre como manter o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional!

Preze por momentos de descanso

Descansar não é apenas deixar o corpo relaxar e se restaurar, já que isso também deve ser feito com a mente. Ou seja, não adianta tirar um dia de folga e ficar com a cabeça pensando no trabalho. A medicina é uma área muito nobre, pois lida com vidas humanas, no entanto, se desligar completamente da função é essencial.

Você pode escolher uma infinidade de atividades para relaxar. Pode ver filmes ou séries, fazer passeios, cozinhar, ler, praticar esportes ou qualquer outra ocupação que proporcione prazer e relaxamento. Assim, com mais flexibilidade, a sua qualidade de vida será muito melhor.

Entenda os seus limites e respeite-os

É muito comum que os médicos dediquem as suas vidas para a profissão. Entretanto, é preciso entender que os limites ajudam a manter mente e corpo saudáveis. Ninguém quer ter uma estafa mental ou outros problemas relacionados ao excesso de trabalho.

Nesse sentido, o melhor a se fazer é planejar as suas atividades e ter maior controle sobre os dias de trabalho. Gerenciar a rotina de plantões e atendimentos fará com que você saiba os seus limites e encontre tempo para relaxar e recuperar as energias. Um bom planejamento é determinante para que você consiga dar conta de tudo.

Estabeleça metas para as pausas necessárias

Avaliar o estado de pacientes, realizar diagnósticos, conferir a evolução dos quadros e muitas outras tarefas e horários a cumprir — o dia a dia de um médico é cheio de atividades que exigem bastante dos profissionais. Nesse contexto, pausas são extremamente necessárias para conciliar o trabalho com a convivência familiar.

Por isso, o ideal é organizar um cronograma com os dias de trabalho e também incluir folgas. Desse modo, você terá um sentimento de satisfação por cumprir com os seus deveres, além de também investir nas suas relações interpessoais. Assim, considere os momentos de pausa tanto quanto o seu ofício.

Aprenda a delegar tarefas

Muitos médicos sofrem com uma alta pressão em seus trabalhos por pegarem toda a responsabilidade apenas para si. No entanto, saiba que outros profissionais também têm capacidade de lidar com os problemas que surgem.

Converse com a equipe e trabalhe em grupo. Saiba como delegar as tarefas para outras pessoas e otimize as atividades sem sobrecarregar ninguém. Trabalhar coletivamente melhora o fluxo do serviço, tornando-o mais leve, e o desgaste será menor.

Mesmo que a vida de médico seja bastante corrida, sempre é importante separar momentos para relaxar, como você viu. Afinal, isso também é uma forma de investir no trabalho, pois, assim, será viável recarregar as baterias para o que virá a seguir. Portanto, não subestime alguns dias de descanso na sua rotina hospitalar.

O que achou das dicas para ter mais qualidade de vida? Compartilhe o post nas suas redes sociais e mostre esses benefícios para os seus colegas!

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Conheça os erros mais cometidos na gestão de uma clínica

Oferecer um bom atendimento, organizar a agenda, cuidar das finanças, da burocracia e do marketing, e ainda, garantir a manutenção da sala fazem parte do gerenciamento da própria clínica, e de fato é um grande desafio. 

Com tantas responsabilidades é comum os profissionais da saúde se sentirem perdidos e sem saber o que fazer para melhorar o desempenho de seus consultórios. Para ajudar, no conteúdo de hoje separamos os principais erros que prejudicam a gestão de clínica e o que fazer para evitá-los. Confira!

Por que é importante gerenciar bem a clínica? 

Gerenciar o consultório ajuda o profissional a oferecer um atendimento de qualidade e a alcançar resultados melhores com o empreendimento. Na prática, isso significa: 

Quais são os erros mais comuns na gestão de clínica? 

Confira a seguir quais são os principais empecilhos que atrapalham a gestão e como eles podem prejudicar o seu consultório. 

Não elaborar um planejamento estratégico

O planejamento estratégico serve para nortear as ações da clínica. Com ele é possível definir objetivos, elaborar estratégias e determinar indicadores de desempenho. Por exemplo, o grau de satisfação dos pacientes, os resultados financeiros, a porcentagem de fidelização ou quantidade de consultas realizadas em um mês. 

Quando o consultório atua sem esse tipo de planejamento, ele acaba “andando em círculos”. Além disso, avaliar o seu desempenho torna-se uma tarefa subjetiva, uma vez que não há valores quantitativos para acompanhar. Ou seja, sem o planejamento estratégico, dificilmente a clínica se destacará no mercado. 

Misturar as contas pessoais e jurídicas 

Misturar as contas pessoais com as contas do consultório impede de enxergar com clareza o lucro e o custo real do empreendimento. Isso atrapalha o planejamento estratégico e pode comprometer a saúde financeira do consultório, bem como as contas pessoais. Além disso, misturar as contas jurídicas com particulares pode trazer problemas junto à Receita Federal. 

Oferecer um mau atendimento na recepção 

A forma como o paciente é recebido impacta diretamente na sua experiência. Assim, mesmo que a qualidade do atendimento médico seja excelente, o paciente ficará com uma má impressão do consultório caso não seja bem recepcionado. Na prática, esse erro diminui a quantidade de clientes, além de prejudicar a fidelização e a reputação da clínica. 

Quais ações tomar para evitar esses erros? 

O planejamento e a otimização são palavras-chaves. Estabeleça objetivos a curto, médio e longo prazo e determine as estratégias para alcançá-los. Além disso, acompanhe os indicadores de desempenho para entender se a clínica está no caminho certo. 

A tecnologia também pode ser uma aliada para minimizar os erros de administração. Alguns softwares, por exemplo, permitem automatizar a gestão financeira da clínica. Uma forma inteligente de otimizar o tempo e facilitar o trabalho administrativo da rotina.

Outro ponto fundamental para melhorar a gestão de clínica é garantir que o paciente sinta-se bem recebido. Um atendimento de qualidade, assim como, um local bem organizado, com uma infraestrutura adequada e boa localização fazem toda a diferença na experiência do paciente. 

Nesse sentido, os consultórios compartilhados podem ser uma excelente solução. A modalidade permite aos profissionais da saúde alugarem salas completas e bem localizadas — de acordo com a agenda —, sem se preocupar com a administração do ponto.

É uma boa forma de melhorar o atendimento e otimizar os pontos listados neste artigo, garantindo mais liberdade e autonomia para profissional da saúde.

Portanto, não estabelecer um planejamento estratégico, misturar as contas pessoais com as contas do consultório e negligenciar o atendimento ao receber o paciente, são alguns dos principais erros que os profissionais da saúde cometem na gestão de clínica. Para evitá-los, estabeleça: objetivos, metas, estratégias e indicadores. Além disso, faça com que o paciente sinta-se bem recebido ao chegar na clínica e, ainda, conte com a tecnologia para otimizar a sua gestão.

E ai? Gostou do artigo? Então ajude outros profissionais e compartilhe o conteúdo nas redes sociais! 

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Como montar um consultório de fisioterapia: o guia prático!

Começar a sua carreira abrindo o próprio consultório pode ser um grande desafio. Afinal, há uma série de questões a serem decididas: localização, mobiliário, definição do público-alvo, compra de equipamentos, entre outras questões importantes que interferem, de forma incisiva, em sua carreira.

Essas decisões exigem cuidados e empenho por parte do profissional. Afinal, estão envolvidas questões delicadas, como alto investimento financeiro, exigências legais, o seu nome como profissional, entre outras questões importantes.

Para auxiliarmos você, que está começando nessa jornada, e tirar as suas dúvidas sobre como montar um consultório de fisioterapia, vamos mostrar um guia completo do que deve ser observado. Boa leitura!

Estude sobre o mercado

Em primeiro lugar, você precisa estar ambientado sobre as principais questões envolvendo o mercado de fisioterapia. Afinal, isso norteará se, de fato, é o momento para abrir o seu próprio consultório ou se é melhor esperar e optar por alternativas mais econômicas e com menores chances de problemas (como o coworking para área de fisioterapia).

Isso envolve, também, analisar como a região responde à área. Por exemplo, quais especializações estão saturadas e quais fornecem oportunidades interessantes para você atuar? Quem são os seus concorrentes diretos e indiretos? Tudo isso merece a sua atenção.

Estudar o mercado não diz respeito apenas à área de fisioterapia, mas também a outras questões que são importantes para garantir o seu sucesso. Por exemplo, lembre-se de que abrir o seu consultório é, também, empreender. Portanto, saber mais sobre empreendedorismo e marketing para a área da saúde também se torna extremamente necessário.

Além disso, tenha em mente que, apesar de não dominar alguns desses temas e de haver a possibilidade de terceirizar algumas questões (deixando uma agência responsável pela divulgação, por exemplo), é fundamental que você saiba minimamente o básico sobre os temas. Assim, você poderá definir se o trabalho realizado é, de fato, competente ou se é necessário buscar outros fornecedores.

Entenda as exigências legais

Quando falamos em abrir um consultório, precisamos lembrar que será um estabelecimento que funcionará para a promoção da saúde de terceiros e, portanto, a legislação atua de forma consistente para garantir que os pacientes não terão qualquer tipo de questão que os exponham a riscos.

Diante disso, uma série de protocolos, exigências e documentos são solicitados para que você possa abrir um consultório de fisioterapia. Alguns dos principais pontos que merecem atenção são:

  • o profissional deve ser graduado em fisioterapia ou, então, ter um diretor que tenha essa formação, atuando também como o responsável técnico. Isso garante que haverá um profissional que responderá pelo exercício das funções no local;
  • o profissional precisa ser registrado no Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (CREFITO), mostrando-se devidamente habilitado para o cumprimento das funções;
  • em caso de abertura da clínica na modalidade Pessoa Jurídica, é necessário registrar a Responsabilidade Técnica pelo serviço da empresa no CREFITO e ter a comprovação do registro profissional no mesmo órgão;
  • no caso de abertura como Pessoa Física, o profissional deverá ter o registro e o cadastramento do consultório no CREFITO.

Além disso, são necessários registros nos seguintes órgãos:

  • Receita Federal, para obtenção do CNPJ;
  • Junta Comercial e Receita Estadual, para obtenção da inscrição estadual;
  • Prefeitura, para obtenção do alvará de localização e licença sanitária;
  • enquadramento no Conselho de Classe;
  • autorização no Corpo de Bombeiros e obtenção do alvará de segurança;
  • Cadastro Municipal de Vigilância Sanitária (CMVC) no Sistema Estadual de Vigilância Sanitária (Sevisa).

Ademais, é essencial observar quais são as normas da Anvisa sobre o tema e aplicá-las em seu consultório. Em caso de problemas, você poderá ser multado pelos órgãos responsáveis e, até mesmo, perder o registro profissional junto ao CREFITO.

Defina os serviços a serem oferecidos

Quais serão as especialidades que serão oferecidas para os pacientes em seu consultório? Afinal, na fisioterapia, há uma série de serviços diretamente e indiretamente ligados com a área que podem ser oferecidos no mesmo espaço — basta que tenha um especialista como responsável técnico.

Por exemplo, você pode abrir um consultório de fisioterapia dermato-funcional e, ao mesmo tempo, implementar serviços de estética e beleza no local, o que pode aumentar o número de clientes e elevar a remuneração pelo serviço agregado.

O mesmo vale, por exemplo, para a fisioterapia esportiva — você pode trabalhar com profissionais na área de educação física para realizar treinamentos multidisciplinares para atletas de alta eficiência, atuando como um local de multiespecialidades. Uma ideia interessante para isso é trabalhar em um coworking para área de fisioterapia, já que esses profissionais podem já exercer função naquele local.

Essa definição deve levar em conta, obviamente, a sua especialização e a experiência na área. Porém, nada o impede de trazer especialistas de outras áreas, para realizar um atendimento multidisciplinar no local.

A escolha de serviços agregados deve levar em consideração, também, o público-alvo definido para o espaço. Por exemplo, se são idosos em busca de melhor qualidade de vida, a escolha será uma. Caso o foco envolva mulheres jovens em busca de melhorias estéticas, o leque de opções será outro.

Adquira os equipamentos

Analise quais são os principais equipamentos de que você precisará para a execução das atividades no seu consultório de fisioterapia: quais deles são essenciais, quais são supérfluos e podem ser adquiridos em outro momento e quais, apesar de não serem essenciais, poderão ser um importante diferencial para as suas atividades.

É relevante, também, prospectar os valores de aquisição, o que envolve um planejamento financeiro impecável. Afinal, muitos deles são altamente custosos e, portanto, a compra demanda uma preparação prévia para evitar começar a sua carreira altamente endividado.

Busque fornecedores de confiança, que trabalhem com equipamentos de qualidade. Isso será fundamental não só para oferecer tratamentos seguros para os pacientes, mas também para ter a garantia da funcionalidade da sua clínica. Afinal, máquinas e aparelhos que apresentem defeitos poderão inviabilizar alguns procedimentos, bem como gerar custos de manutenção elevados.

Escolha a localização

Esse é um ponto fundamental e que influencia consideravelmente o seu sucesso — porém, poucos profissionais consideram todos os elementos envolvidos nessa questão. Afinal, isso pode representar a diferença entre conseguir captar um maior número de clientes ou, então, perder grandes oportunidades.

Um primeiro ponto a considerar é a capacidade de locomoção dos seus pacientes. Por isso, é fundamental que o seu consultório de fisioterapia esteja localizado em uma região com um bom fluxo de transporte público. Por exemplo, estar em regiões centrais, próximo de corredores de ônibus, metrôs e trens, é um ponto que pode ser um grande diferencial para os seus novos pacientes.

Isso também promove, por exemplo, um melhor fluxo de entrada e de saída de clientes. Quando o seu consultório está distante dessas opções, a chegada da pessoa é dificultada. Com isso, atrasos podem ser recorrentes e prejudicar a sua agenda. Nada bom, não é mesmo?

Além disso, a sua localização pode dialogar com a sua escolha de público-alvo. Por exemplo, se você anseia atingir pessoas das classes A e B, é importante estar localizado em regiões que tenham esse perfil. Com isso, há uma maior chance de que elas o escolham para o acompanhamento fisioterápico.

Outro ponto que influencia a localização diz respeito à segurança. Isso é fundamental tanto para você quanto para os seus pacientes. Afinal, eles não vão se dispor a correr riscos para realizarem o procedimento em seu consultório. Lembre-se de que a localização cumpre, assim, um papel estratégico e, portanto, você deve considerar essa questão, de forma a escolher o local que terá maior potencial para conseguir captar um maior número de clientes, bem como para fidelizá-los.

Confira a infraestrutura do local

Outro ponto a ser levado em consideração é a infraestrutura do local. Avalie, portanto, a necessidade de um espaço interno disponível para prestar os serviços que deseja, de forma a conseguir entregar um bom trabalho e, ao mesmo tempo, gerar conforto e bem-estar para os seus pacientes.

Leve em consideração, também, o tamanho dos equipamentos que serão instalados no local, o que, muitas vezes, consome um espaço considerável do ambiente. O lugar deve ter, ainda, um espaço reservado para os pacientes que estão em espera para serem atendidos, bem como para os acompanhantes aguardarem a realização dos procedimentos.

Pense, também, na questão da acessibilidade do local. Afinal, muitas vezes, os pacientes de determinadas especialidades da área de fisioterapia têm dificuldades de locomoção ou estão se reabilitando de lesões, cirurgias ou acidentes e, portanto, é fundamental que o espaço permita que eles cheguem com maior conforto, sem o agravamento de dores ou desconfortos.

Quer ver um exemplo? Pense em um paciente que operou recentemente o joelho para a recomposição do ligamento cruzado anterior e que está passando pelo procedimento de reabilitação em sua clínica. Ele terá dificuldades motoras iniciais que precisam ser consideradas.

Diante disso, ele não poderá, por exemplo, ir a um consultório que esteja localizado no quarto andar de um edifício sem elevador. Afina, subir escadas aumenta o esforço que ele fará e, nesse momento, não é adequado. Isso precisa ser observado, também, caso você opte por um coworking para área de fisioterapia.

Faça um plano de negócio

O plano de negócios é fundamental para qualquer novo empreendimento e, para o consultório de fisioterapia, não é diferente. Afinal, você está empreendendo e, por isso, há o risco de ter prejuízos consideráveis, colocando em xeque, até mesmo, a continuidade do funcionamento do seu estabelecimento.

O plano de negócio, assim, é um projeto para estabelecer quais são os principais pontos iniciais a serem abordados e que influenciam o posicionamento do seu nome no mercado e, também, a sua rentabilidade. Algumas questões que precisam ser consideradas são:

  • quais são os serviços que a clínica de fisioterapia vai oferecer, com um estudo de mercado adequado para isso;
  • como serão prestados os serviços, observando quais são os equipamentos e as tecnologias necessárias, bem como avaliando a necessidade de contratação de outras pessoas para a execução das atividades;
  • quais são os diferenciais que serão gerados para a sua clínica, que a tornarão mais atrativa do que as demais opções do mercado;
  • quem é o seu cliente e onde ele está, definindo quem é o seu público-alvo, como atingi-lo e quais as estratégias para captar a sua atenção e fidelizá-lo;
  • quem serão os diretores responsáveis e quais as responsabilidades de cada um;
  • qual será o preço cobrado pelos atendimentos e quais são os critérios para precificação;
  • como será feita a gestão de consultório e quais ferramentas serão utilizadas para isso;
  • como analisar os resultados e mensurar o retorno sobre o investimento em sua clínica de fisioterapia.

Elabore uma estratégia de divulgação

Para que os seus potenciais clientes saibam mais sobre a clínica, obtenham informações e possam se interessar em realizar um agendamento, é fundamental ter uma estratégia de divulgação. Lembre-se de considerar as peculiaridades da área — por se tratar de um estabelecimento com foco em saúde, o CREFITO define algumas normas para a realização de ações de publicidade para esses profissionais.

Por exemplo, é obrigatório que, em toda ação promocional, estejam presentes o nome, a profissão e o número de registro, para que seja fácil buscar informações que legitimem aquele profissional, dando maior confiança para o cliente e evitando que ele caia nas mãos de falsos especialistas. Outros cuidados importantes nessas situações são:

  • não podem ser comercializados pacotes com preço promocional muito abaixo do mercado;
  • é recomendado que seja utilizada apenas uma placa externa, iluminada ou não, para a identificação do seu consultório, a fim de evidenciar o local;
  • é proibido o uso de símbolos, logotipos, desenhos ou expressões vulgares que, de alguma forma, possam comprometer o conceito da profissão de fisioterapeuta;
  • é proibido, segundo o código de ética da profissão, divulgar imagens de antes e depois em suas ações de marketing, textos de agradecimento e fotos de pacientes e familiares para a sua promoção profissional. Isso vale, até mesmo, para quando não há a identificação do nome do paciente;
  • é preciso observar se as nomenclaturas utilizadas estão de acordo com os regulamentos da profissão, evitando títulos genéricos e que não sejam aprovados pelo CREFITO;
  • não se pode falar em valor dos serviços fora do local de trabalho;
  • é essencial ter em mente que a propaganda enganosa é condenável em qualquer área e isso é ainda mais evidente quando falamos da área de fisioterapia, que lida com questões de saúde dos pacientes.

Lembre-se, também, de que otimizar o atendimento está intrinsecamente ligado com a divulgação e com o marketing e, portanto, também merece a sua atenção.

Montar uma clínica de fisioterapia exige cuidados e, portanto, é fundamental estar ciente de todos os pontos fundamentais para tornar isso viável. Sabemos, também, que esse é um investimento relativamente alto, então, nesses casos, uma opção é contar com o coworking para área de fisioterapia.

Por meio dele, além de economizar, você poderá contar com um maior networking, que é fundamental para quem está começando para conseguir se inserir mais facilmente no mercado e captar novos clientes.

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